um anjo… um demónio… duas criaturas...
dois seres solitários, mas não sozinhos,
que, por entre labirintos infinitos,
buscam um errante sonhador,
que nos ouse acompanhar nesta jornada…
os nossos olhos, ainda que fechados,
sentem a tua presença…
os nossos ouvidos captam um murmúrio,
a tua voz, que nos encanta e seduz…
um errante sonhador… tu…
… apenas humano…
com todos os teus defeitos e as tuas qualidades,
com receio das emoções dos sentimentos,
mas que crê no perigoso real...
aproveita a pausa e contempla a vida...
vamos conduzir-te pela eternidade,
ultrapassando os portais da impossibilidade,
onde a aurora é a luz e o crepúsculo a escuridão...
e nós... anjos e demónios,
somos tão diferentes e tão iguais...
e sob som acalentador desta eterna canção,
os nossos corpos estenderemos numa cama solitária,
e ali ficaremos... até ao novo amanhecer...
Thursday
Monday
um novo poema...
ando lentamente sobre o branco véu que sente e respeita os meus passos,
com o vento a agitar as folhas dos pinheiros que me rodeiam…
deixo viajar a minha alma… e o meu coração também…
a calma invade a minha alma, e o vento sopra para longe as tempestades,
espalhando os retalhos mal costurados de um amor erguido sobre erros…
vago e divago, procurando a razão do sentir que sacode e perturba o meu coração…
e num momento infinito… na eternidade do sentimento…
escrevo pequenas linhas… e misturo sorrisos com sonhos num novo poema…
com o vento a agitar as folhas dos pinheiros que me rodeiam…
deixo viajar a minha alma… e o meu coração também…
a calma invade a minha alma, e o vento sopra para longe as tempestades,
espalhando os retalhos mal costurados de um amor erguido sobre erros…
vago e divago, procurando a razão do sentir que sacode e perturba o meu coração…
e num momento infinito… na eternidade do sentimento…
escrevo pequenas linhas… e misturo sorrisos com sonhos num novo poema…
Tuesday
rompendo a escuridão...
os primeiros raios de sol rompem o diáfano véu em que a bruma matinal me envolve…
e as recordações emergem como num caleidoscópio mental…
submergindo da escuridão um botão de rosa abre-se, espargindo a sua doce fragância pelos ares…
amanhece…
num convite sereno a solidão escura e fria torna-se alvorada,
impedindo que os meus sonhos se pintem com as cores do desânimo,
ou se vistam com as cores do impossível...
sorrio... afinal, não há sorriso que não ilumine um semblante…
e as recordações emergem como num caleidoscópio mental…
submergindo da escuridão um botão de rosa abre-se, espargindo a sua doce fragância pelos ares…
amanhece…
num convite sereno a solidão escura e fria torna-se alvorada,
impedindo que os meus sonhos se pintem com as cores do desânimo,
ou se vistam com as cores do impossível...
sorrio... afinal, não há sorriso que não ilumine um semblante…
Monday
o crepúsculo da minha alma...
depois de furtada da vida toda a esperança,
cai uma lágrima no horizonte,
temperando o mar que te levou…
não sei do que vivi ontem…
sem ninguém, sem tempo ou verso,
mas sei que deixou em prantos de dor o meu coração…
relembro as noites que eternizamos,
quando os nossos sonhos se cruzaram,
desejando que o presente se torne num passado esquecido…
na esperança de que o futuro finde as nubladas noites de sofridas solidões,
abandonando assim a alma dos meus abismos, onde anoitece…
cai uma lágrima no horizonte,
temperando o mar que te levou…
não sei do que vivi ontem…
sem ninguém, sem tempo ou verso,
mas sei que deixou em prantos de dor o meu coração…
relembro as noites que eternizamos,
quando os nossos sonhos se cruzaram,
desejando que o presente se torne num passado esquecido…
na esperança de que o futuro finde as nubladas noites de sofridas solidões,
abandonando assim a alma dos meus abismos, onde anoitece…
Tuesday
um vazio...
o ano chega ao fim...
as casas encontram-se iluminadas de mil cores,
o mundo sorri, e o aroma do champagne inebria o ar...
sento-me na minha cadeira, olhando para o nada,
sentindo uma brisa fresca que entra pela janela...
as luzes da minha árvore de natal iluminam o vazio do meu olhar,
as casas encontram-se iluminadas de mil cores,
o mundo sorri, e o aroma do champagne inebria o ar...
sento-me na minha cadeira, olhando para o nada,
sentindo uma brisa fresca que entra pela janela...
as luzes da minha árvore de natal iluminam o vazio do meu olhar,
mas reflectem também os meus sonhos…
e estes valeram sempre a luta,
ainda que esta possa não os ter valido…
e estes valeram sempre a luta,
ainda que esta possa não os ter valido…
... entreguei-lhes a minha alma...
... mas a saudade dói…
Thursday
o poema e o poeta...
as tuas letras amontoa-se em palavras, e unem-se em frases,
que se encaixam em textos e mensagens,
atravessando caminhos por onde delira a linguagem,
e que nos conduzem ao limiar dos sonhos...
naufragas nas marés do existir, enrolado nas ondas do sentir,
e num mar de amor e esperança que preenches com os teus rabiscos,
iluminas o caminho onde proliferam os sonhos que enchem a vida de doces ilusões…
e assim viajamos juntos, tão próximos, de um modo tão nosso,
e ao mesmo tempo, tão ausentes e distantes,
foragidos da realidade, mas tentando manter viva esta chama dos sonhos,
numa dimensão em que o amor e a paixão são muito mais que palavras vivas…
atravessando caminhos por onde delira a linguagem,
e que nos conduzem ao limiar dos sonhos...
naufragas nas marés do existir, enrolado nas ondas do sentir,
e num mar de amor e esperança que preenches com os teus rabiscos,
iluminas o caminho onde proliferam os sonhos que enchem a vida de doces ilusões…
e assim viajamos juntos, tão próximos, de um modo tão nosso,
e ao mesmo tempo, tão ausentes e distantes,
foragidos da realidade, mas tentando manter viva esta chama dos sonhos,
numa dimensão em que o amor e a paixão são muito mais que palavras vivas…
Tuesday
um sonho de esperança...
deixei que as minhas lágrimas percorressem o meu rosto
e nele ficaram gravadas a ferro e fogo,
mas misturaram-se com a espuma do oceano,
afogando-se no leito da esperança…
mas as marés mudam… tudo muda…
todas as coisas mudam e renascem…
as coisas boas perecem… perde-se a inocência…
mas os sonhos e o amor sobrevivem…
e assim brilha a luz do acreditar…
com uma onda de calor a envolver-me
continuo o meu caminho rumo ao infinito,
e nele ficaram gravadas a ferro e fogo,
mas misturaram-se com a espuma do oceano,
afogando-se no leito da esperança…
mas as marés mudam… tudo muda…
todas as coisas mudam e renascem…
as coisas boas perecem… perde-se a inocência…
mas os sonhos e o amor sobrevivem…
e assim brilha a luz do acreditar…
com uma onda de calor a envolver-me
continuo o meu caminho rumo ao infinito,
aonde um dia te irei reencontrar…
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